O delegado André David diz que fez muito pela segurança de Aracaju. Mas será que realmente fez?
Um contrato sem concorrência
Quando comandava a Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania de Aracaju, André David fechou, em 2025, um contrato de R$ 2.335.735,80 para locação, instalação e manutenção de totens de segurança — equipamentos de monitoramento e atendimento a emergências instalados em pontos como a Orla de Atalaia e o calçadão de João Pessoa, no Centro da capital.
A contratação foi feita por inexigibilidade de licitação, ou seja, sem disputa entre empresas, com a justificativa de que a tecnologia da fornecedora, a Helper Tecnologia, seria exclusiva.
A suspeita de sobrepreço
O especialista em contratos e licitações Hugo Oliveira apontou publicamente indícios de superfaturamento de quase 50% no valor pago pela prefeitura, o que representaria um prejuízo de aproximadamente R$ 1,4 milhão aos cofres públicos.
Segundo ele, a contratação apresenta sinais de direcionamento: o processo teria sido construído de forma a indicar que só a Helper Tecnologia poderia prestar o serviço, sob o argumento de deter patente ou direito de propriedade intelectual sobre os equipamentos.
A exclusividade contestada
Essa justificativa de exclusividade, porém, foi questionada. Hugo Oliveira citou o caso de uma licitação para totens semelhantes em Pernambuco, na qual 17 empresas participaram e disputaram o serviço. A pergunta fica no ar: se há concorrência para esse tipo de tecnologia em outros estados, por que em Aracaju apenas uma empresa poderia fazer?
O que está em jogo
R$ 2,3 milhões. Contratação direta. Questionamento sobre exclusividade. E suspeita de quase 50% a mais no preço. O discurso de "segurança para Aracaju" não engana mais, Delegado!
🔍 Os indícios de superfaturamento e direcionamento são atribuídos no roteiro ao especialista Hugo Oliveira; a exclusividade também é apresentada como contestada.